Quando falamos em investimentos sempre se ressalta a importância da diversificação para maximizar rentabilidades e minimizar riscos. “Nunca coloque todos os ovos na mesma cesta”, quem nunca ouviu essa frase…

Meu objetivo aqui não é esgotar o assunto e tampouco cobrir todas as classes de ativos, mas dar uma rápida passada conceitualmente em algumas das principais classes de ativos disponíveis e tentar tirar os amantes da poupança da sua zona de conforto.

Renda Fixa

Ao contrário do que o nome sugere, não necessariamente a renda fixa é fixa. A renda fixa é definida pelo fato das regras de rentabilização do investimento serem fixas no ato da contratação. A classe de renda fixa se divide em pré-fixada e pós-fixada. A pré-fixada define a rentabilidade do investimento quando se leva até a data de vencimento e a pós-fixada se define um percentual ou spread sobre algum índice (principalmente SELIC, CDI ou IPCA), ou seja, a rentabilidade dependerá da performance dos índices de referência. Ou seja, a renda fixa também varia, mesmo na pré-fixada se o título for negociado antes do seu prazo de vencimento. Os principais emissores são o Governo, Instituições Financeiras e Empresas. Se não quiser ficar sujeito a flutuações do mercado para aquela parcela do capital que não pretenda levar até o vencimento, as melhores alternativas são os pós-fixados em SELIC/CDI (como CDBs de Bancos e Tesouro Selic do Governo). Atenção que existem produtos isentos de imposto de renda.

Renda Variável

Ao contrário da renda fixa, não existe regra de rentabilização no momento do investimento/ compra do ativo. A rentabilidade se dará pelos dividendos/JCP pagos (no caso de ações) ou pela oscilação do preço de mercado daquele ativo no momento da sua venda. Os principais exemplos dessa classe de ativos são as ações e as commodities. Devido a sua maior volatilidade sem o compromisso (regra de rentabilização quando exista data de vencimento) da data de vencimento, são ativos de maior risco (portanto conferem maior possibilidade de maximização de retorno) para aquela parcela do seu dinheiro de mais longo prazo. A diversificação e boa seleção dos ativos é fundamental para o sucesso desse tipo de investimento. Atenção que existe limite de alienação dentro de um mês para ser isento de imposto de renda em caso de lucro.

Imóveis

Investir em imóveis não é para qualquer um. Normalmente exige grandes montas de dinheiro para deixar imobilizado (isso significa que não é líquido, se precisar do dinheiro em um curto espaço de tempo provavelmente fará um péssimo negócio). A rentabilização dos imóveis vem de aluguel e principalmente na valorização dos imóveis para venda futura. O mercado imobiliário é cíclico, então se puder esperar muitos anos (pelo menos 10 anos) certamente o seu imovél terá uma bela valorização. Além de não ser líquido, imóveis podem dar dor de cabeça em sua manutenção e se não estiverem locados eles apresentam despesas.

Criptomoedas

É uma nova classe de ativos. O Bitcoin é o seu expoente por ter sido a primeira e a mais famosa. A rentabilidade das Criptomoedas vem exclusivamente da diferença de preços entre aquisição e alienação. As Criptomoedas vieram junto com uma nova tecnologia apelidada de Blockchain que vem se desenvolvendo a largos passos e promete revolucionar diversos segmentos do mercado, principalmente na área financeira. Pela sua imaturidade e risco de (in)sucesso, as Criptomoedas são extremamente voláteis, com um risco elevado e consequentemente podem multiplicar seu capital em uma velocidade que nenhuma outra classe de ativos tem potencial para realizar. Ou seja, é para uma pequena fatia da sua pizza de investimentos e para o longo prazo. A diversificação e boa seleção dos ativos (Hash5) é fundamental para o sucesso desse tipo de investimento. Atenção que existe limite de alienação dentro de um mês para ser isento de imposto de renda em caso de lucro.

Fundos

Fundos são estruturas com personalidade jurídica criadas para viabilizar investimentos coletivos geridos por um profissional habilitado segundo todos os critérios e regulações vigentes no Brasil. Dito isso, fundos podem ser de quase qualquer tipo ou estratégia (que tem que ser bem claras e seguidas). Existem fundos de renda fixa, de renda variável, imobiliários, multimercados, fundo de fundos, previdência entre outros. Só não tem fundo de Criptomoedas ainda por não ser autorizado pela CVM. Antes de contratar um fundo verifique o perfil de risco do fundo, classes de ativos em que o fundo investe, se a gestão do fundo é competente e as taxas de administração e performance. Fundos costumam render mais do que a renda fixa ou varíavel quando investidos isoladamente por investidores inexperientes. O fundo imobiliário ainda elimina parte dos problemas do investimento em imóveis (não exigem grandes montas de dinheiro e são líquidos). Alguns fundos têm benefícios fiscais (previdências, por exemplo) ou até isenção tributária (Imobiliários na maioria dos casos para pessoas físicas).

Não existe classe de ativos melhor ou pior, existe adequação ao perfil, tamanho da carteira e necessidades de cada investidor. No final das contas toda pizza precisa ser fatiada, a questão é o tamanho de cada pedaço que você terá na sua pizza. Invista consciente, invista bem.

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