Antes que apareça um comunista com dados do IBGE na mão, vamos definir classe média para efeitos desse texto. Classe média aqui é aquele que consegue poupar, tem algum patrimônio, mas não é rico a ponto de ser influente nos governos e no cenário de poder político.

Quando você é obscenamente rico, o Estado não é um problema para você, pois é você quem manipula os agentes para que a legislação, scalização, tributação e as exceções às regras funcionem para o seu benefício.

É desse modo que o Brasil é o país onde bancos formam um oligopólio extremamente lucrativo, onde empreiteiros loteiam entre si grandes obras de infraestrutura, grandes indústrias conseguem diferenciais de IPI e ICMS e são tratadas como exceção para “salvar” a economia. Igrejas e barões do agronegócio possuem suas próprias bancadas legislativas.

É necessário também diferenciar uma democracia real de uma “democracia de bordel”, que é o que vivemos em nosso país. Uma democracia real se aproxima de um condomínio, onde o que existe é um rateio de despesas. Pelo uso de áreas comuns, manutenção da infraestrutura coletiva, simplicação, padronização, é formada uma equipe responsável pela gestão e cuidados do coletivo e as despesas são justamente rateadas pela sua fração ideal. Destacam-se nessa categoria alguns países nórdicos, imbecilmente classicados como socialistas pelos doutrinados (sim, você sabe do que eu estou falando).

Do outro lado, temos a democracia de bordel. Essa é uma organização social similar aos Feudos da Idade Média. Temos os Senhores Feudais, os Nobres, o Alto Clero. Aos Servos resta cultivar a terra, pagar seus impostos e ceder a noite de núpcias de sua mulher ao seu soberano. O objetivo desse tipo de organização, ao contrário da democracia real, não é o de ratear custos para melhor obter o bem estar de todos, mas sim o de prover um estilo de vida luxuoso, sosticado e tranquilo para quem está acima na escala social. E assim funciona o Brasil.

Pouca coisa diferencia o ano de 1021 do ano de 2021, talvez o mais assustador ponto seja que hoje pagamos signicativamente mais impostos do que nossos antecessores (escravos e servos) de mil anos atrás.

Para manter o feudo em pé e em perfeito funcionamento, existe um instrumento que prende uma bola de ferro ao pé de cada brasileiro, chamada constituição de 1988, que basicamente aniquila qualquer rota de fuga e garante a preservação dos “direitos” do Reis e Nobres da atualidade.

A polarização esquerda versus direita, petralhas versus bolsominions nada mais é que uma política de circo para entreter as massas. Os portadores dos títulos de nobreza pouco se importam com a cor do uniforme do bobo da corte da vez, seja verde e amarelo, seja vermelho. O que importa é garantir que classe média irá sustentar o estilo de vida e perpetuar esse estilo de vida pelo maior tempo que for possível.

Eis que surge um ativo onde o estado não pode meter a mão. Eis que surge a possibilidade de tirar o seu país do dinheiro. Eis que surge, com o perdão da palavra, um modo efetivo e pacíco de dar um “foda-se” ao Feudo.

Eis que temos o Bitcoin.

O Bitcoin é liberdade. Dinheiro foi a primeira aplicação para uma tecnologia que permitiu o fim da censura pela impossibilidade de censurar.

Não espere que feudo abrace o Bitcoin, pelo contrário. Espere pela guerra. Espere que em breve os virtuosos declararão o Bitcoin como inimigo do “Estado Democrático de Direito”, que vem a ser o nome bonito que deram à democracia de bordel.

E quando isso acontecer, nalmente será descoberto o valor do Bitcoin. Quanto maior o levante para tentar sufocá-lo, maior será o seu valor em termos de moedas estatais. No início de abril, a Turquia proibiu pagamentos em Bitcoin, numa atitude desesperada em uma economia que caminha para o colapso. O que aconteceu?

Malditos Bitcoiners, o volume de transações peer-to-peer está crescendo 20% em 15 dias e está exponenciando.

Esta semana falou-se que os Estados Unidos pretendiam taxar ganhos de capital com Bitcoin em 80%, o que se revelou Fake News. Mas vamos imaginar que fosse verdade. Ao invés de desestimular o Bitcoin, estaria estimulando a sonegação.

Imagine que você compra um imóvel, liquida o pagamento em Bitcoin e paga uma pequena parcela em dinheiro para ns de cartório e documentação. É fim da linha para cobradores de impostos.

Bitcoin finalmente liberta a classe média. Liberta e premia aquele que tem sido penalizado ao longo de décadas pela democracia de bordel. Aquele que trabalha, poupa e vê seu dinheiro corroído pela inação, pela falta de correção nas tabelas do IR, pela distribuição de benesses com o seu dinheiro.

O Bitcoin daria errado se Bancos Centrais subissem juros reais. O Bitcoin daria errado se governos permitissem que empresas zumbis falissem. O Bitcoin seria irrelevante se o capitalismo voltasse a funcionar como foi projetado.

O Bitcoin é desnecessário onde o objetivo é o bem estar comum e não o estilo de vida dos amigos do Rei. O Bitcoin não serve pra nada se a recompra de ações (como a que o Bradesco está fazendo essa semana) fosse crime. O Bitcoin é inútil numa sociedade onde o crime não compensa e onde os Nobres não cancelam a pena de ladrões condenados em todas as instâncias.

O Bitcoin daria errado se Feudos se transformassem em condomínios, mas a necessidade de manutenção do status-quo é praticamente uma garantia que o preço desse ativo só vai subir ao longo das décadas.

Uma gestora de investimentos é o disfarce que encontrei para tentar convencer as pessoas a comprar Bitcoin. Dinheiro é bom (ótimo aliás), mas perto da liberdade, o preço é irrelevante. Compre Bitcoin.

 

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:


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