O que siginifca o lançamento do Ethereum 2.0?

Depois de vários anos de desenvolvimento foi dada a largada para o lançamento do Ethereum 2.0. Isto significa que logo descobriremos se os problemas de escalabilidade e alto custo de transação da rede atual serão finalmente resolvidos e, se o segundo maior blockchain, um dia estará pronto para uma adoção em massa.

A novidade da vez é a abertura da conta “depósitos” para potenciais validadores de transações da nova rede. Isto é importante porque no Ethereum 2.0, a atual mineração será substituída por uma lógica chamada staking.

O que é o staking?

Nesta lógica, ao invés de contribuir para a segurança da rede fornecendo poder de processamento computacional, os validadores de transação colocarão seu dinheiro “em risco”.

Assim, se forem desonestos (aprovando transações inválidas por exemplo), perderão seus depósitos, se forem honestos, receberão uma remuneração, algo como juros. Justamente a conta que permite que potenciais validadores depositem esta quantia a ser posta em risco foi disponibilizada.

O que é necessário para se tornar um validador do Ethereum 2.0?

Para virar um validador, será necessário depositar ao menos 32.000 Ether ou pouco mais de US$14 milhões. O lançamento do Ethereum 2.0 só poderá ocorrer quando a quantia total transferida para a conta chegar a 524,288 ETH (o que se espera que aconteça ainda em dezembro deste ano). Deste o lançamento, dia 03/11/2020, até o momento em que escrevo este texto (08/11), 43.877 ETH já foram transferidos ou aproximadamente 12% do total necessário.

Quais as fases de lançamento do Ethereum 2.0?

Infelizmente, o lançamento ou gênesis do Ethereum 2.0 ainda não terá muitos efeitos práticos, pois a nova rede ainda será extremamente limitada em suas funcionalidades (não realizará nem transações).

Está dividida em duas fases:

Fase 0

O objetivo será testar a estabilidade do core em situações controladas. Uma vez bem sucedida esta primeira etapa, as coisas começam a ficar interessantes.

Fase 1

Serão adicionados shards ao core do sistema. Esses shards são como sub-redes relativamente independentes umas das outras e capazes de armazenar saldo e realizar transações. É desta forma, criando-se uma grande quantidade de shards ou sub-redes, que se espera aumentar a capacidade do total de transações, ou seja, o processamento será paralelizado.

Fase 1.5

Aqui é quando a coisa pega fogo de verdade.

Neste momento, o Ethereum 1.0 será integrado ao 2.0 e vai funcionar como um shard da nova rede. Este a meu ver foi uma das grandes sacadas da equipe de desenvolvimento, pois a rede 1.0 ficará praticamente intocada durante a integração, reduzindo fortemente os riscos do processo. A previsão é que isto ocorra em algum momento em 2021, mas já sabemos que estas datas não costumam ser muito firmes…

Fase 2

No último momento da transição terminará de habilitar as funcionalidades disponíveis em todos os shards, mas este ainda é um futuro distante e sem previsão.

Enfim, depois de tantas promessas, começaremos a ver algum resultado finalmente.

As próximas etapas serão críticas e como disse Joseph Lubin, co-fundador do Ethreum e bastante envolvido no desenvolvimento da rede 2.0,

“…endurecemos o Ethereum 2.0 tanto quanto possível com simulações em ambientes de teste, verificações formais e auditorias. Estamos incrivelmente animados para ver a comunidade participar nesta primeira fase, agora que existe valores reais em risco”.

 

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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