Texto originalmente publicado na newsletter HashInvest de 14/10/2020

Eu já comentei no passado sobre a grande demanda que existe por profissionais da área de blockchain e, a boa notícia, é que essa tendência continua.

Qualquer busca em sites especializados, como https://www.crypto-careers.com/ ou mesmo no LinkedIn, mostra que existem ofertas de trabalho para profissionais de todas as áreas e no mundo todo. Além disso, com a recente febre das DeFi, a busca por profissionais da área só deve aumentar.

Para quem acha só existem empregos em desenvolvimento, há sim oportunidades também como redator, executivo de venda, gerador de conteúdo e até mesmo contabilidade. Aliás, profissionais de áreas não técnicas enfrentam uma concorrência ainda menor. Vamos lá, a chance de um contador conhecer blockchain e criptomoedas suficientemente para não cair no conto do “só serve para lavagem de dinheiro” é muito pequena.

Para quem está querendo se aventurar nesta indústria, as principais dicas são:

Fundamentos

Mesmo que você não seja um desenvolvedor, você vai sim precisar saber onde está se metendo (obviamente). Faça o dever de casa, porque existe uma boa chance da primeira pergunta em uma entrevista de empregos ser: “Como o Bitcoin funciona?”.

A oferta de literatura na internet sobre o tema é gigantesca e não existe um livro base. Por outro lado, o white-paper do Bitcoin é o ponto de partida para tudo que existe hoje e único consenso entre todas as “tribos”. São só 8 páginas (com figuras) e que são sim de estudo obrigatório.

Saber traduzir conceitos

Essa dica é ainda mais importante para quem não for desenvolvedor.

O cliente final não está desesperado por uma aplicação de blockchain. Ele só vai mudar seus hábitos se encontrar uma ferramenta que resolva os seus problemas melhor, mais rápido ou mais barato que o resto. Por isso, pessoas que saibam fazer a tradução de termos técnicos para pessoas “normais” e mostrar todo o potencial desta tecnologia são bastante procuradas.

Colaborar em um projeto open-source

Desenvolvedores muito provavelmente serão sujeitos a algum tipo de prova ou desafio técnico quando se candidatarem a uma vaga. Por isso, deixar o histórico de programador falar por si próprio é o melhor cartão-de-visitas possível e pode encurtar o processo.

O ecossistema está cheio de projetos que precisam de colaboradores e o melhor é que as contribuições podem ser rastreadas até o desenvolvedor.

 

Já as principais vantagens que um emprego em blockchain pode ofertar são:

  • Salários mais altos: entorno de 10-20% devido à escassez de profissionais
  • Grandes chances de trabalho remoto: a ideia de descentralização não fica restrita à tecnologia, muitas empresas têm de fato um quadro de funcionários espalhados pelo mundo.
  • Tecnologia do futuro: o boom só está começando e como diz o provérbio “Cavalo que chega cedo bebe água boa”.

Mas nem tudo são flores. As variações nos preços influenciam nas ofertas de emprego e muitas das companhias que nasceram no último ciclo de valorização (2017) não sobreviveram ao período de preços baixos. Por outro lado, se elas tivessem sobrevivido, a procura por profissionais provavelmente estaria ainda mais alta. Assim, as oportunidades para quem quer trabalhar com blockchain são extremamente promissoras.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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