Texto originalmente publicado na Newsletter HashInvest em 01/09/2020

O cartaz acima é uma campanha da Exchange Binance nas ruas de Londres… A mensagem é absolutamente impecável.

Dentro do nosso dia a dia pouco paramos para analisar o quanto as coisas mudam em tão pouco tempo. Sempre foi assim. A tecnologia avança a passos largos e nosso dia a dia se modifica brutalmente, sem percebermos, desde que morávamos em cavernas.

Jornais ainda sofrem para se adaptar ao fato que as pessoas se informam através das redes sociais. As receitas com publicidade e assinaturas colapsaram e a indústria agoniza. Grandes jornais impressos não existem mais e meia dúzia de gatos pingados pagam os grandes portais que sobrevivem parasitando banners do Google e vivem de migalhas.

A TV aberta sofre para segurar a faturamento e audiência em tempos de streaming. A Rede Globo não renovará a transmissão da F1 que transmite desde 1981, e antes que você argumente, escolhi o exemplo da F1 porque se trata de uma das pouquíssimas audiências crescentes na TV aberta, e mesmo assim não basta. Os antes módicos USD 22 milhões cobrados pela dona dos direitos de transmissão são hoje inviáveis para o ex-império decadente…

Há pouco mais de 10 anos atrás você alugava DVDs e dava CDs como presente de Natal… Os mais antigos um pouco tinham que rebobinar a fita VHS. As impressoras berravam suas agulhas e hoje praticamente paramos de imprimir. O disquete nasceu e morreu num intervalo curto de tempo e muitos de vocês não fazem ideia do que venha a ser um disquete.

Encho o saco de um amigo até hoje que em 1997 foi categórico ao afirmar que máquinas fotográficas digitais jamais seriam tão populares quanto as de filme, seja por qualidade, ou por preço… Hoje, as próprias máquinas digitais morreram e sobrevivem de nichos (basicamente os profissionais) porque já ficaram obsoletas no mercado de varejo que discutíamos na época.

Somos levados pelo bonde do cotidiano e não percebemos que nossa vida é bastante diferente do que era a poucos meses ou anos atrás… Há 10 anos não havia (ou não eram populares entre nós) WhastApp, Uber, iFood, Netflix, Smartphones, banda larga, TV HD…

O que te faz pensar que com o dinheiro e com o sistema financeiro vai ser diferente? O que te faz pensar que bancos, mesmos os bancões serão eternos? Você já percebeu que os juros reais são negativos? Ou seja, que com a SELIC (taxa básica que referência os investimentos no Brasil) um CDB de 110% do CDI vai te pagar menos de 2% ao ano depois do IR?

Com a inflação em 4% e Selic a 2%, você está basicamente PAGANDO 2% ao ano (mais as intermináveis tarifas) para o banco segurar o seu dinheiro… Há 8 anos era possível ganhar 10% de juros REAIS por ano aqui no Brasil.

E as moedas? A figura abaixo ilustra que o status de moeda dominante dura, em média, 100 anos… Pouca gente sabe disso e acha que o todo poderoso Dólar é imortal… Será?

A solução imediata para onde um grande grupo está correndo é a bolsa de valores, que também sofre para se adaptar. Basicamente empresas zumbi (aquelas que vivem a base de dívida) se valorizam infinitamente baseado em recompra de ações (anteriormente explicado em de forma didática nesse espaço). Gosto de bolsa, mas no atual cenário, o Criptomercado apresenta menos riscos do que o atual cenário de bolsa.

Enfim, há uma nova classe de ativos, os Criptoativos. Eles resolvem variados problemas, principalmente éticos e morais, que o mercado financeiro tradicional, sabe-se lá por quanto tempo, mantém embaixo do tapete.

Uma indústria que luta para manter o padrão VHS, para manter o filme de 36 poses, para manter os táxis licenciados, o telefone fixo e que ainda utilizada (de fato) muitas aplicações em COBOL (uma linguagem de programação nada atual por assim dizer) sofre para aceitar que a próxima geração de serviços financeiros corrói os alicerces de uma fundação que vem desde o tempo da Casa dos Médici.

A semente do Bitcoin foi plantada em Bretton Woods em 1971, brotou na crise financeira de 2008 e em 2020 apontou sobre a superfície do solo.

Eu fico extremamente feliz comigo mesmo pelo o que escrevi para vocês em 2018 sobre a infraestrutura e investimento institucional está se materializando, por mais sorte que juízo, na base de tempo prevista na época (talvez um pouco antes do previsto), infelizmente um prazo infinito se comparada às expectativas do investidor médio, enfim…

Grandes gestoras de fundos como a Fidelity por exemplo, que sozinha administra mais recursos do que 3 Ibovespas somadas, anunciou que pediu à autoridade reguladora o registro de seu primeiro fundo de Bitcoin, ou seja, elas estão buscando fazer os primeiros movimentos para se adaptar, e isso diz muito sobre o provável desfecho do mercado de Criptoativos.

A vida é uma jornada de verdades transitórias, e com o sistema financeiro não será diferente. Se a próxima moeda dominante será a moeda Chinesa, o Bitcoin ou o Bolívar Venezuelano… Somente o tempo poderá responder, mas é fato que a indústria dos Criptoativos está amadurecendo e no mínimo, não vai desaparecer, pelo contrário, vai experimentar demanda crescente, em especial para o ativos de emissão controlada como Bitcoin.

Dê uma chance, adapte-se. Não é preciso ter fé no Bitcoin, basta você compreendê-lo.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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