Venho por meio desta, fazer um pedido de desculpas, uma espécie de mea-culpa. Nas ultimas newsletters venho reforçando a tese de diversificação de carteiras utilizando Criptomoedas, como um ativo de proteção, mas talvez não tenha sido explícito e claro o suficiente. Correção esta que eu gostaria de fazer nesta carta de hoje.

O primeiro ponto é que sim, ainda vejo o Bitcoin e Criptomoedas em geral como um ativo de proteção, mas isso não significa que estes sejam ativos livres de risco. Muito pelo contrário, sempre defendi que são ativos de grande risco e por isso a sua dosagem é necessária para a carteira de investimentos de cada um de acordo com as suas características e momento de vida.

O segundo ponto é que devido ao curto histórico e natureza muito distinta do Bitcoin com os demais ativos tradicionais do mercado financeiro, este apresenta baixa ou nenhuma correlação com esses outros ativos do mercado tradicional. Não ter correlação significa que não conseguimos apontar claramente os efeitos no comportamento das Criptomoedas quando comparado com outros ativos para as mesmas causas. Essa característica que confere alguma proteção para a sua carteira.

O terceiro ponto é que as Criptomoedas, apesar de não terem correlação com a bolsa de valores, seguem sendo ativos de risco (assim como a bolsa). Isso ficou muito evidente nos últimos 10 dias. Uma forte onda de aversão ao risco, de múltiplas origens, gerou um efeito de venda generalizada de tudo, absolutamente tudo, que tem um pouco mais de risco. Isso valeu para o Bitcoin e para as Bolsas de Valores em todo o mundo.

Gostaria de deixar claro que em momentos de aversão ao risco de forma generalizada, os ativos de risco tem uma forte correlação, porém não significa que os ativos sejam correlacionados de forma geral, muito menos se os fatos geradores forem locais e não globais.

Sendo assim, agora espero eu que com bastante clareza, volto a enfatizar que em minha visão (não se trata de recomendação de investimentos), toda carteira deve ser bastante diversificada de forma a minimizar as perdas em cenários desfavoráveis e as Criptomoedas continuam sendo ótimos ativos para isso.

Além do poder de diversificação e consequente proteção da carteira, as Criptomoedas tem um grande potencial de valorização no longo prazo e principalmente dão autonomia e liberdade para a sua movimentação financeira, mesmo em períodos de restrições governamentais.

Talvez ainda falte a característica ao Bitcoin de ser onde se agarrar em momentos de aversão ao risco global para poder ser taxado de OURO 2.0, mas na minha humilde opinião isso também ainda é apenas questão de tempo…

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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