Finalmente o Ethereum 2.0 parece ter uma perspectiva de lançamento firme. Isto mesmo. Depois de muitos atrasos e de ser especulado que o projeto nunca sairia do papel, a expectativa é que em julho tenhamos finalmente o blockchain do Ethereum 2.0 rodando.

Verdade seja dita, uma nova versão era o único meio do segundo blockchain em valor de mercado continuar relevante. Isto porque, com o tempo, ficaria cada vez mais improvável que novas aplicações fossem lançadas na rede no seu formato atual, com todas as suas limitações de escalabilidade já conhecidas. Por escalabilidade, leia-se aqui, o número de transações processadas por segundo, métrica que influencia custos e usabilidade da rede. Inclusive, para exemplificar a pressão que existe para melhorias, usa-se a expressão Ethereum killer, ou matadora de Ethereum, para se referir às novas plataformas que se propõem a fazer o mesmo que o Ethereum atualmente faz, porém, mais rápido e a um custo menor.

Logo, como pode-se perceber, já existe há alguns anos uma expectativa de melhorias, mas essa demora em aumentar a capacidade de transações processadas não é por acaso. O Ethereum 2.0 adota conceitos bastante diferentes da rede atual e busca resolver os maiores problemas que existem hoje, como a capacidade de processamento limitada e alto consumo de energia elétrica. Assim, por se tratar de um novo blockchain, a criação da nova rede demorou e será feita (estima-se) em quatro etapas, com a primeira (estima-se também) em julho deste ano.

Nesta primeira fase, pretende-se colocar o novo algoritmo de consenso para funcionar, ou seja, o método que garante que todos os servidores conectados à rede estão sincronizados e que determina como novas transações são validadas, entrará em operação. Dentre todas as fases, esta é a mais crítica do ponto de vista de segurança, fator fundamental quando se lida com o dinheiro das pessoas.

Justamente por isso, o blockchain do Ethereum 1 vai continuar rodando sem alterações e em paralelo. Enquanto isso, uma segunda rede, totalmente separada, será criada para a nova versão. A expectativa é que no futuro elas sejam unificadas, mas ninguém sabe ainda quando isto ocorrerá e quais serão as condições desta fusão. Fato é, a partir de julho (ou quando a nova rede for lançada) teremos uma nova criptomoeda no mercado para o Ethereum 2.0.

Quanto às outras três etapas, planeja-se que a segunda fase foque em aumentar a capacidade de armazenamento de dados e, a terceira, contribua para o poder de processamento e smart-contracts. Já o quarto e último passo ainda está totalmente aberto. Além disso, nenhuma destas três etapas possui data de lançamento ainda.

Este planejamento mostra que pouca coisa vai efetivamente mudar em julho para a segunda maior criptomoeda. O que teremos na verdade, é uma nova plataforma no ar, mas ainda extremamente limitada em suas capacidades e literalmente sem nenhuma aplicação rodando inicialmente, dado que tudo o que funciona hoje continuará isolada na rede legado. Isto deve começar a mudar somente quando o novo blockchain se mostrar confiável, o que não deve acontecer antes de 2021. A partir daí, com a redução do custo, de tempo de processamento e adição de novas melhorias é que a rede Ethereum 2.0 deve começar a decolar.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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