Várias vezes já falei neste espaço que as estradas que permitirão a maior adoção das Criptomoedas e do blockchain ainda estão sendo construídas. Este é um processo longo e que possui diversas frentes, não só na parte da tecnologia como também envolve política, regulação etc. Mas quais foram os avanços realizados nos últimos tempos e o que ainda falta ser feito em relação à tecnologia?

Para responder essas perguntas vou me basear em um post recente de Vitalik Buterin. Nele, o fundador da rede Ethereum discute os avanços em relação aos problemas que ele apontou como críticos para o ecossistema das Criptomoedas em um artigo lá em 2014.

O primeiro problema apontado por Buterin em 2014 já foi discutido várias vezes por mim aqui: falta de escalabilidade do blockchain. Este é uma questão bastante importante pois, com a popularização da tecnologia, muito mais operações precisarão ser processadas por segundo sem que isso signifique um aumento de custo ou comprometimento da segurança. Desde então, várias técnicas surgiram e dentre elas sharding tem sido apontada como a alternativa mais efetiva. Esta técnica permite que o processamento seja dividido em grupos de validadores, aumentando a capacidade total. Sobre o status atual de implementação do sharding, Buterin afirma que foi feito “ótimo avanço teórico, falta mais validação no mundo real”.

Outro ponto que já carecia de melhorias em 2014 não teve muitos avanços desde então. Este problema é a ofuscação de código (code obfuscation). Esse nome estranho serve para descrever o processo de “esconder” o código de um programa para que ele não possa ser copiado ou que seus detalhes de implementação não sejam facilmente descobertos, o que pode ser perigoso se houver segredos empresariais envolvidos. Para Buterin, ainda estamos longe de uma solução viável e segura.

Já uma das questões apontadas há 5 anos acabou perdendo relevância com o tempo, ou seja, até os maiores especialistas podem se enganar. Na época, parecia importante que os blockchains fossem capazes de manter um relógio interno de alta precisão. Isto poderia ser útil para aplicações específicas e para segurança (transações antigas ou com horário errado não podem ser aceitas). A dificuldade de implementação existe porque blockchains são descentralizados e variações entre os relógios dos computadores conectados à rede (entorno de 20 segundos), impedem uma “alta precisão”. Acontece que nenhuma aplicação precisou maior grau de acurácia e, do ponto de vista da segurança, o problema foi contornado simplesmente recusando-se novas transações que tenham horário anterior ao horário do cliente conectado à rede.

Além destes três temas que abordei, em 2014 Buterin tinha listado outros 13 pontos. Quem quiser saber o resultado destes 5 anos de construção de estradas e os novos rumos de pesquisa pode acessar o texto diretamente aqui.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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