A comunidade das Criptomoedas está em ebulição com o anúncio da entrada do Facebook em campo. Ao mesmo tempo em que a rede social confirma que sim, vai entrar no mercado do Criptomoedas governos e instituições tremem.  O time de Zuckerberg liderado por David Marcus já visitou Câmara e Senado americanos que não empolgaram muito com a ideia. O fato é que o “projeto libra” pode sim impactar o mundo.

Eu me arrisco a dizer que é uma excelente notícia, principalmente para as moedas líderes do espaço. Já falei por aqui que o tribalismo entre as moedas é uma coisa chata, e o tal “FacebookCoin” externa isso com bastante força. A turma do Bitcoin diz que o Facebook vai matar o Ripple, a turma do Ripple diz que o Facebook vai matar o Bitcoin e por aí vai… Eu defendo exatamente o contrário e esse é o objetivo do texto de hoje.

Enfim, o fato é, goste você ou não da empresa, somados Facebook, WhatsApp e Instagram são 2,3 bilhões de usuários únicos e ativos, ou seja, mais de 30% da população do planeta está na base da gigante (eu incluso, como bom usuário de WhatsApp), e isso é um motor incrível, afinal, excelentes projetos morrem por falta do que o Facebook tem de sobra, usuários ativos.

O que fatalmente vai acontecer, queira o Facebook ou não, é que as pessoas serão expostas e educadas sobre o conceito de Criptomoeda como um todo. Na história (que é recente, temos 10 anos de mercado) educar as massas sobre Criptomoedas tem um efeito colateral interessantíssimo, que é empurrar um monte de gente para dentro do Bitcoin.

Vamos pegar um caso particular e extremamente interessante. Em 2017 o Governo da Venezuela lançou o projeto “El Petro”, que consistia da criação de uma Criptomoeda estatal, lastreada em barris de petróleo, rodando sobre um blockchain. Foi uma confusão desgraçada, o projeto nunca decolou, mas o governo daquele país usou muitos recursos para educar a população sobre o que seria uma Criptomoeda. Qual foi o resultado?

Fonte: localbitcoins.com

Os volumes de negociação de Bitcoin dispararam. O cenário econômico já era de caos e pouco mudara com o advento do “El Petro”, mas na medida em que as pessoas foram expostas ao conceito de Criptomoeda, a negociação de Bitcoin e Dash cresceram exponencialmente totalmente alheias ao colapso dos preços de 2018.

A batalha regulatória e a tentativa de sufocar o projeto será implacável, mas vamos assumir como premissa que o projeto ganhe vida.

Não é segredo que o Facebook é um péssimo gestor de dados pessoais, que a turma do tio Zuck gosta de censurar usando o questionável critério do “politicamente correto” e definitivamente não está lá muito comprometido com a sua privacidade.

Tem bastante gente que, apesar de curiosa, não ficará lá muito empolgada em ter o Facebook como guardião de sua vida financeira e de seus hábitos de consumo… Compreensível…

Muita gente que nunca ouviu falar em Criptomoeda será impactada pelo projeto do Facebook (muita gente mesmo) e muito provavelmente o projeto será um tremendo sucesso, trazendo uma experiência de uso superior à média atual do que encontramos no mundo da Criptomoeda e principalmente, popularizando o conceito da Criptomoeda.

Minha previsão (sempre assumindo uma grande chance de estar errado) é que um efeito colateral desse grande sucesso será uma enxurrada de gente nova para o mercado como um todo.

Quem não estiver confortável com o Facebook sendo guardião de seu dinheiro e ao mesmo tempo se encantar com o mundo das Criptomoedas vai fatalmente acabar comprando Bitcoin, XRP, Ethereum e etc.

A Criptomoeda do Facebook tende a ser censurável, confiscável, rastreável e provavelmente centralizada e conectada diretamente a governos e reguladores. O Bitcoin é seu e ninguém tasca.

Vejo que a Criptomoeda do Facebook poderá ser uma excelente alternativa ao dinheiro do dia a dia, aquele trocado que você anda na carteira para pagar um estacionamento e a Criptomoeda de verdade (Bitcoin e companhia) será a sua conta bancária e sua reserva de valor.

Hoje, em Junho de 2019, é estimado que somos 9 milhões de usuários ativos no universo do Bitcoin. Veja que 4% da base de usuários do Facebook seriam suficientes para mais que decuplicar o mercado (10x). Importante se lembrar de que o preço cresce de forma exponencial ao número de usuários.

Não estamos discutindo daytrade ou ficar rico do dia para a noite, estamos discutindo a maior oportunidade de investimento de nossa geração e os próximos 10 anos serão muito interessantes!

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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