O texto de hoje não vai ser o primeiro sobre tokens. Na verdade já abordei esse tema algumas vezes e, caso você se recorde de algum dos comentários feitos, eles muito provavelmente foram pejorativos, principalmente se feitos no contexto das ICOs.

Pois bem, o Banco BTG (isso mesmo, aquele banco brasileiro) quer levantar US$ 15 milhões com a emissão de chamados security tokens e, adivinhe como, através de uma ICO… Não, não é brincadeira. Para melhorar, possivelmente residentes do Brasil, Estados Unidos e outros países não vão poder participar da oferta por questões regulatórias.

Além da questão da confiabilidade desta oferta, outro ponto que pode te chamar atenção é o que essa denominação (security token) representa.

Pois bem, se no universo das criptomoedas um token é a representação de um ativo e, no mundo real existem diversos tipos de ativos, também são necessários diversos tipos de tokens para representar essa diversidade.

Lembrando que tudo ainda é muito novo para as criptomoedas e definições podem variar, mas os tipos de token mais comum são os security tokens e os utility tokens.

A melhor tradução que eu consigo encontrar para security token é “token de valor mobiliário”. Isto porque assim como valores mobiliários tradicionais, eles proporcionariam aos investidores rendimentos na forma de juros ou dividendos. Tudo isso com (teoricamente) mais liquidez e com pagamentos (idealmente) processados por smart contracts, o que tornaria-os mais seguros e flexíveis.

Por sua vez, os utility tokens são tokens que conferem a quem os possui, direitos/serviços proporcionados pelo projeto que os emitiu. Por exemplo, no projeto Augur, você pode fazer apostas em eventos futuros usando o utility token do projeto.

Um outro tipo de token, não tão difundido, mas que eu gosto bastante são os chamados “não-fungíveis” (non-fungible tokens). A fungibilidade garante que um token de Augur seja exatamente igual a outro token do Augur, assim como uma moeda de um Real vale a mesma coisa que outra moeda de um Real. Ao serem não-fungíveis, os tokens se tornam tão únicos como os ativos que representam, por exemplo diamantes, obras de artes ou CryptoKitties (péssimo exemplo, eu sei). Dessa forma, esses tokens servem tanto como certificado de garantia, quanto possibilitariam a rastreabilidade de uma pedra preciosa por exemplo.

Independentemente do seu tipo, é importante que qualquer token que você planeje comprar esteja em acordo com a legislação vigente. Só assim, seus direitos sobre o ativo que ele representa estarão garantidos e você evitará surpresas desagradáveis no futuro.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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