Voltando a rotina, desejo um 2019 a todos os amigos, investidores e leitores. O objetivo do texto de hoje é tentar te tirar da inércia e te convidar a fazer um ajuste de seus investimentos para 2019.

Uma certeza você pode ter no ano que chega: Conseguir bons retornos para seus investimentos será mais difícil do que nunca.

Quem ouviu o discurso de Paulo Guedes deve ter notado e aplaudido a frase que “O Brasil precisa deixar de ser o paraíso dos rentistas e o inferno dos empreendedores”. É claro que para a nação isso é excelente, mas vamos olhar para nossos umbigos, afinal, essa é uma newsletter sobre investimentos e no final do dia somos… Rentistas.

Isso não significa que queremos de volta os três patetas (Dilma/Mantega/Barbosa) no comando da economia, porque já sabemos que junto com deliciosos juros de 14% ao ano vem o desemprego, a violência e a pobreza.

O que quero dizer é que, ou você adiciona risco ao seu portfólio de investimentos ou você verá seu dinheiro ficar parado com rendimentos bem pequenininhos. As opções de Renda Fixa tradicionais vão ficar cada vez menos atraentes e será necessária alguma ginástica para fazer seu dinheiro crescer.

Se tudo der certo (e espero sinceramente que dê), os famosos CDBs, LCIs e LCAs serão substituídos pela emissão de debêntures (dívida) das empresas e serão a grande alternativa de quem tem medo de ações e gosta de renda fixa. Desculpe mas não existe mágica… Você está exposto ao risco do mesmo jeito, isso porque a empresa que tem zero risco de calote vai captar a algo muito próximo da Selic e a empresa que corre risco de se quebrar no caminho vai te oferecer juros maiores. Não se iluda que não existe risco só por se tratar de renda fixa. Escolha o papel com carinho e vá adiante.

Aqui vale um alerta para quem investe em fundos no banco. Olhe com carinho onde seu fundo está colocando o seu dinheiro e lembre-se que, mesmo se tratando de renda fixa, em caso de calote o prejuízo é do quotista (ou seja, você, e não do banco).

Ações (como eu gosto das tais ações)… Aqui está a provável vedete do mundo dos investimentos convencionais. De novo, se tudo der certo e o Brasil engatar uma marcha de crescimento sustentável, as empresas prosperarão, vão gerar caixa, distribuir riqueza e seus acionistas tendem a ser bem recompensados. Sim, se você acredita que o Ministério da Economia vai ser firme e que o novo congresso irá adiante com as reformas estruturais, está na hora de você tirar um bom naco da renda fixa e investir em ações. Não, não deixe para comprar ações depois das reformas, você vai deixar o grosso do ganho sobre a mesa (o brasileiro médio adora comprar na alta e vender na baixa, faça diferente por favor).

Outro palpite para a uma eventual maré de sorte e positivismo é o bom e velho mercado imobiliário. Quando as economias prosperam, os salários aumentam, o medo do desemprego diminui, a confiança das pessoas cresce e o apetite por dívidas de longo prazo (financiamentos imobiliários) aumenta. Além de ser um ativo excelente para ter como reserva de valor, pode ser uma boa pedida para aumento de patrimônio na próxima década. De novo vale a mesma dica, o momento de apostar é agora, não depois que os preços estiverem morro acima.

Para fechar os itens obrigatórios em qualquer portfólio do investidor que não quer um rendimento medíocre para menos, as Criptomoedas. Sim, estão em baixa, tiveram em 2018 horrível, mas estão por aí. Dois fatores são os principais para que você obrigatoriamente tenha um pouco de HASH5 em seu leque de investimentos.

O primeiro deles é que, estamos torcendo e acreditando que tudo vai dar certo, mas não necessariamente dará. E se tudo der errado? Se as reformas não forem adiante? Se o novo governo for um fiasco? Assim como você tem um seguro para seu carro, a Criptomoeda é o seguro do seu patrimônio.

O segundo é o item que martelo em 9 a cada 10 textos, a assimetria de risco. Se tudo der errado e 2019 for igual a 2018, você perde 80% do valor de seu investimento. Se tudo der certo como em 2017 você multiplica seu patrimônio por quase de 160 vezes, ou seja, 50 mil reais podem virar 10 mil ou podem virar 8 milhões, na lógica de sempre, 40 mil de prejuízo não te quebrou e 8 milhões de reais podem mudar sua vida.

Ache o seu mix, aquilo que funciona pra sua realidade. Só não vale ficar parado e depois reclamar que o dinheiro não rendeu. Se isso acontecer, a culpa é sua, só sua.

Enfim, a mensagem final desse texto é que acabou o dinheiro fácil. Sem risco, seu dinheiro vai render bem pouquinho (Selic a 6,5% numa inflação de 4% vai te dar uma merreca). Não fique na inércia e ajuste seu portfólio. Conte com a gente para cuidar daquele pedacinho que deve ir para as Criptomoedas e tenha bons rendimentos para o ano que chega.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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