Neste começo de 2019, faz pouco menos de um ano que comecei a escrever sobre moedas digitais e, neste período, pude discutir diversos temas importantes do meio das criptomoedas.

Depois de quarenta textos, posso afirmar que a maior dificuldade não é encontrar assunto, pelo contrário, sempre parece surgir uma polêmica nova a ser discutida. Na verdade, o maior desafio costuma ser conseguir (ou pelo menos tentar) traduzir os conceitos deste meio para pessoas normais. Por “normais” por favor entenda “não nerds” ou “pessoas com vida social ativa”.

O grande objetivo deste meu trabalho é fazer com que os milhares de investidores em criptomoedas espalhados pelo Brasil sejam capazes de compreender onde estão colocando seu dinheiro. Tarefa de extrema importância, afinal, já se têm mais investidores em criptomoedas do que na bolsa de valores e, tenho certeza, nem todos fazem o tipo nerd.

Durante os textos regulares, normalmente não posso voltar a explicar os conceitos básicos de criptomoedas sob pena de tornar a leitura muito longa e maçante. Por isso, resolvi dedicar o texto de hoje a explicar esses conceitos para que, quem chegou agora, possa entender o que vem pela frente.

Bitcoin

Foi a primeira moeda digital criada e é até hoje a moeda digital mais valiosa do mercado. Seu modo de funcionamento foi apresentado ao mundo através de um artigo publicado em 2009 (Bitcoin: A Peer-to-Peer Electronic Cash System) assinado por um tal de Satoshi Nakamoto, pessoa ou grupo de pessoas cuja real identidade nunca pôde ser comprovada.

Blockchain

Ao revelar a ideia de uma moeda digital, Satashi Nakamoto, também apresentou uma nova tecnologia, o blockchain. Nessa tecnologia, as informações são armazenadas em uma cadeia sequencial de blocos em que o bloco mais novo depende de todos os blocos anteriores. Cada computador conectado à rede possui uma cópia desses blocos e verifica se um novo bloco é de fato válido e pode ser adicionado à cadeia de blocos.

No caso do Bitcoin, o blockchain armazena transações válidas desta moeda, mas as aplicações não se resumem às moedas digitais. Um blockchain pode ser usado para o gerenciamento de qualquer outro tipo de dado, como por exemplo, informações de uma cadeia produtiva. No entanto, diferentemente de um banco de dados tradicional, no blockchain não existe uma autoridade central que decide o que deve ser considerado válido: o consenso da maioria é tido como verdadeiro.

Criptomoedas ou moedas digitais

Sinônimos para a mesma coisa.

Blockchain ou Distributed Ledger Technology (DLT)

Sinônimos para a mesma coisa.

Mineração

É a forma de remuneração aos indivíduos que dedicam seus computadores à criação de novos blocos, os chamados mineradores. Na forma tradicional de mineração, chamada de proof-of-work, para que um novo bloco de transações seja criado, é necessário que um problema matemático complexo seja resolvido. Quem resolver esse problema antes dos demais recebe toda a remuneração.

O proof-of-work tem sido bastante criticado pelo grande gasto energético e alternativas têm ganhado força.

Token

Representação de algo do mundo real em um blockchain. Pode ser desde uma moeda até uma casa.

Smart-contract

Ao invés de uma simples transação de envio de moedas, um smart-contract permite que a transação ou o valor transacionado seja dependente de uma sequência de condições. Por rodarem em blockchain, os smart-contracts têm todas as vantagens dessa tecnologia.

Algumas redes, como a Ethereum, se especializaram na execução de smart-contracts.

Forks

É a divisão ou modificação de um blockchain. Ocorre quando as regras para a criação dos blocos e/ou gerenciamento dos dados são alteradas. Podem ocorrer por motivos diversos, como otimização de recursos, criação de uma nova moeda e melhorias diversas.

Quando essas modificações são compatíveis com as regras anteriores, diz-se que ocorreu um soft fork. Se, pelo contrário, houver incompatibilidade com o que existia antes, tem-se um hard fork. Neste último caso, se nem todos os nós de uma rede adotarem as mesmas modificações, tem-se duas moedas distintas: uma mantida pelos nós que não adotaram a mudanças e outra mantida pelos nós que fizeram as alterações.

Considero que esses oito conceitos são o necessário entender o que rola no mundo das moedas digitais. Se você tiver alguma dúvida, entre em contato que ficarei feliz em explicar.

Para terminar, desejo a todos um ótimo 2019 e com ótimos retornos nos investimentos em criptomoedas!

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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