Stablecoins: a nova febre das criptos

Depois de superada a febre das ICOs, o mercado das criptos parece ter uma nova febre: o lançamento das stablecoins ou moedas com seu preço vinculado a outro ativo (na maior parte dos casos, ao dólar). Não é para menos, a stablecoin mais bem-sucedida até o momento, o Tether, possui uma posição privilegiada dentre as centenas de moedas digitais: está sempre entre as TOP 10 criptomoedas em capitalização de mercado (atualmente na oitava posição) e ostenta a segunda posição em volume comercializado por dia, algo entorno de US$ 1,8 bilhões.

A verdade é que dezenas de outras moedas digitais com preço “fixo” vêm sendo lançadas para tentar roubar o lugar do Tether. Recentemente duas moedas, Gemini Dolar (GUSD) e Paxos Standard (PAX), chamaram a atenção do mercado por conseguirem autorização do Departamento de Serviços Financeiros de Nova Iorque para operarem. O que, em tese, dá maior segurança aos usuários dessas moedas.

Em um ambiente de preços extremamente voláteis, como é o caso das moedas digitais, estabilidade é sim importante. Imagine que você fez um empréstimo de 1 Bitcoin. Só em 2018 o valor do principal variou entre 20 mil e 5 mil dólares. Tamanha oscilação dificultaria qualquer planejamento de médio prazo.

Das moedas citadas até aqui (USDT, GUSD, PAX), todas seguem a mesma estratégia para manterem seus preços equiparados ao dólar. O método é baseado na paridade entre os tokens emitidos e o valor existente em contas bancárias. Assim, para cada Tether em circulação deve haver 1 dólar convencional guardado em uma instituição financeira. Quem tiver um token tem então o direito a converter suas moedas digitais em moeda
convencional.

Essa estratégia é criticada porque depende de instituições centralizadas, como bancos, e é contrária a cultura vigente na maior parte da comunidade das criptos, que preza pela descentralização. Em parte, essas críticas são justificadas pois, de fato, os investidores ficam na mão do emissor dos tokens e das instituições financeiras. Mas, por outro lado, não vemos bancos falindo diariamente e a regulação de algumas dessas moedas indicam que existem pessoas sérias nesse meio.

De qualquer forma, a comunidade das criptos costuma preferir outros dois métodos para fixar os preços dos ativos digitais. Estes métodos são descentralizados e baseados em smart contracts.

No primeiro deles, usado por moedas como DAI, o lastro da moeda é feito por outra moeda digital (Ether normalmente). Nesse caso, para receber 100 DAI, que valeriam 100 USD, o usuário deveria depositar o valor equivalente em Ethers e mais uma garantia para o caso do preço do Ether cair. Por exemplo, depositar o valor em Ether equivalente a 150 USD (com 50 USD de garantia).

Outra estratégia, baseada em smart contracts para manter o preço de uma moeda fixo, é variando a oferta dos tokens, em uma operação bastante similar a dos bancos centrais. Quando for necessário diminuir o preço, mais tokens são emitidos. Para encarecê-los, tokens são retirados de circulação. Esse é o caso de projetos como Carbon e Basis.

Nestes dois casos, assume-se que o ecossistema das criptomoedas já é maduro e autosuficiente, principalmente com o mercado em baixa… Quem sabe em alguns anos.

Independentemente da estratégia para estabilização dos preços e da aprovação ou não por órgãos reguladores, o Tether ainda reina soberano e deve continuar assim por algum tempo. Em estimativas do site StablecoinIndex, dentre as stablecoins

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