Blockchain x Censura

Censura governamental não é exatamente uma novidade. Na verdade ela é bastante comum em governos ditatoriais, como o que experimentamos no Brasil há não muito tempo atrás. A novidade do século XXI são grandes empresas, como Google, Facebook e Twitter, com poder de censurar pessoas e conteúdos em países democráticos ao redor do mundo. E como fica Blockchain x Censura?

Felizmente o blockchain tem ajudado a combater essa prática.

No caso de censura governamental, um exemplo ficou famoso na China. Durante a campanha #metoo, em que se relatavam casos de abusos sexuais, o governo chinês passou a excluir páginas com denúncias. Para escapar da censura, pessoas passaram a enviar quantias muito pequenas de Ether (moeda que circula na rede Ethereum) com suas histórias anexadas às transações. Esses relatos passaram a ser armazenados em computadores ao redor do mundo, fora do alcance do governo chinês e visíveis a todos.

Quanto ao combate à censura praticada pelas grandes corporações, começam a surgir redes sociais baseadas em blockchain como alternativa. Em redes como Memo e Blockpress os posts são registrados em blockchain e não podem ser removidos por ninguém!

Além da garantia de que o que foi publicado não será alterado, existem outros motivos para a tecnologia do blockchain ser escolhida para driblar a censura.

Um desses motivos é o fato dela ser naturalmente descentralizada. Imagine a dificuldade e o custo de se censurar algo com inúmeros canais de comunicação e armazenamento espalhados ao redor do mundo. Ou você acha que seria fácil os Estados Unidos se unirem à Coréia do Norte e China para retirar certos servidores do ar?

Além disso, quando um dado é registrado em blockchain, ele não precisa ser ligado à pessoas, endereços ou outras formas de identificação. Ao criar uma carteira para transacionar Bitcoins, por exemplo, você passa a ser identificado por uma sequência de números aleatórios que lhe garantirá certo grau de anonimidade.

No caso de blockchains criptografados, eles também garantem segurança jurídica para quem possuir um nó ativo em seu computador. Nesse caso, somente quem tiver as chaves de criptografia da transação tem acesso ao conteúdo. Assim, o dono do computador que armazena as informações comprovadamente não sabe o que tem armazenado e não pode ser responsabilizado pelo conteúdo. Essa é uma das prerrogativas do Swarm, camada para armazenamento de dados do Ethereum que está em desenvolvimento.

Como falamos, o blockchain pode garantir anonimato para quem publica, segurança para quem armazena e a certeza de que uma vez publicado, o conteúdo não será removido nem alterado. Até hoje não inventaram nada mais seguro contra censura.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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