Você já parou para pensar em quantas transações deixam de ocorrer devido ao custo de se enviar dinheiro? Uma vez eu cheguei a pagar R$ 20,00 em uma TED! Quando se paga um valor desses, se pensa duas vezes antes de fazer uma transação de R$ 5,00…

Apesar de hoje já existirem alternativas mais em conta no próprio sistema bancário tradicional, ainda há muito a evoluir. Estou falando aqui de transações (possivelmente) internacionais, de valores pequenos e que hoje não podem ocorrer por serem muito caras. Esse tipo de transação é normalmente chamada de micropagamento.

Uma das aplicações diretas desse tipo de operação seria a remuneração por geração de conteúdo. Algo como remunerar a minha banda inglesa favorita com R$ 0,50 por uma música nova. Além disso, cada vez que eu decidisse escutar um álbum novo, a banda receberia a quantia automaticamente.

Eu sei que os serviços de streaming atuais oferecem um produto parecido do ponto de vista do usuário. Mas a questão aqui é outra: é o dinheiro (mesmo que pouco dinheiro) viajando na mesma velocidade que a informação para qualquer lugar do mundo, a um custo reduzido e sem um intermediário.

E, por incrível que pareça, isso tem tudo a ver com moedas digitais. Afinal, só elas podem atuar em escala global com velocidade e custo baixo.

Um exemplo prático disso é a rede Steemit, rede social/blog baseado em blockchain. Nessa plataforma o leitor pode remunerar, de qualquer lugar do mundo, quem gerou o conteúdo.

Nas palavras do CTO do Ripple, David Schwartz, “… talvez não em 5 anos, […] mas nós devemos ter micropagamentos em todos os lugares permitindo máquinas pagando outras máquinas de forma tão transparente como outros tipos de informação são requisitadas hoje. Eu espero que isso seja transformacional de um forma que nós não podemos prever hoje em dia…”

Atualmente já existem ou estão sendo desenvolvidas diversas ferramentas em blockchain que podem ser usadas para micropagamentos. Alguns exemplos são:

– Lightning Network: rede já ativa para micropagamentos em Bitcoin.

– Raiden: rede de micropagamentos do Ethereum, que aceita além de Ether, também tokens ERC-20.

– Stellar/XRP: ambas as redes possuem nativamente taxas muito baixas, por isso são bastante adequadas a esse tipo de operação.

Além da geração de conteúdo, outras aplicações de micropagamentos seriam marketing, jogos de computador, doações e até mesmo softwares usados no modelo pay-as-you-go. Por sua vez, os principais ameaçados seriam os atuais intermediários nas transações: desde bancos até as recentes plataformas de streaming.

Logicamente que a ideia de pagar por conteúdo em um mundo em que quase tudo é ofertado de graça é uma mudança de ideologia bastante profunda. Mas pelo menos agora, graças às moedas digitais, existem ferramentas que tornam esses novos modelos de negócio possíveis.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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