Lendo sobre Criptomoedas e blockchain, é praticamente obrigatório se deparar com o termo token. Recentemente, eu me dei conta de como o funcionamento desses tokens é obscuro para a maior parte das pessoas. Por isso, o texto de hoje vai funcionar no melhor estilo “Globo Repórter”, explicando de onde vem, o que comem e fazem essas criaturas estranhas chamadas token e que, só no ano passado, movimentaram bilhões de dólares.

Mas antes de falar de tokens, precisamos falar de smart-contracts. Esses “programas de computador” que rodam em blockchain são capazes de armazenar valores e executar operações que modificam esses valores. No caso dos tokens, os smart-contracts são utilizados para armazenar saldos e criar regras para transferência dos valores. Ou seja, quando se compra um token, um smart-contract registra que a pessoa X (indicada pelo endereço digital utilizado) possui Y daqueles tokens.

Como um programador tem a liberdade de criar smart-contracts como bem entender, o potencial para que os tokens virassem uma bagunça era gigante, com cada um seguido regras próprias e incompatíveis entre si. Por isso, em 2015 o pessoal do Ethereum publicou um padrão a ser seguido. O resto é história. O modelo foi um amplamente adotado e hoje milhares de tokens seguem esse formato, movimentando grandes quantias diariamente.

O esse formato é o ERC-20.

ERC vem de “Ethereum Request for Comment” (algo como Requisição por Comentários do Ethereum) e é a forma oficial de se propor melhorias para a rede do Ethereum. A numeração é só o número do registro. No caso do ERC-20, define-se um conjunto de funções que os smart-contracts de tokens deveriam seguir. Quem tiver interesse, essas funções são descritas aqui.

Hoje é muito rara a emissão de tokens não compatíveis com esse formato pela rede do Ethereum, afinal exchanges e carteiras já estão preparadas para aceitar esse formato específico e, obviamente, quem faz uma ICO quer que a maior quantidade de pessoas possa comprar seus tokens.

Não obstante, existem algumas sugestões interessantes de melhoria.

Uma dessas sugestões me chama bastante a atenção por buscar acabar com a festa das ICOs fraudulentas. Hoje, o maior problema das ICOs são os “empreendedores” que somem com o dinheiro dos investidores e nunca entregam o produto prometido. Nessa sugestão de melhoria, quer-se estabelecer que boa parte da quantia levantada na ICO fique bloqueada. Então, periodicamente, os investidores votam por liberar ou não uma parte dessa quantia para continuar financiando o negócio.

Por fim, resumindo ainda mais, um token é um registro de um saldo em um smart-contract que indica qual a quantidade daquela Criptomoeda que quele investidor detém. A rede mais usada para a emissão de tokens é o Ethereum. Os tokens nessa rede normalmente seguem um formato específico, chamado ERC-20, que garante que esses tokens sejam compatíves entre si.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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