Tudo que envolve a China toma proporções gigantescas, com as Criptomoedas não é diferente. No gráfico abaixo temos uma estimativa do “poder” de mineração (hashrate) de Bitcoin dos maiores pools e, ao lado, uma lista com as instituições que descobriram a maior parte dos blocos em um período de 24 horas. Ambas as estatísticas são do site blockchain.info e usam o dia 02/09/2018 como base. Adivinhe: as instituições com maior poder de mineração e que consequentemente encontram mais blocos são chinesas.

 

BTC.com, F2Pool, ViaBTC e AntPool são todas empresas controladas por grupos chineses. Juntas, elas controlam quase a metade do poder de mineração!

Esse domínio por algumas empresas sediadas em um país de governo autoritário e que gosta de se intrometer em todos os setores tem sido visto como motivo de preocupação. Lembre-se que as moedas digitais que utilizam o Proof of work (no caso, a grande maioria das moedas) assumem que ninguém dominaria a maior parte do hashrate. Caso isso acontecesse, essa instituição poderia manipular a rede. Um conluio entre essas empresas motivados por pressão estatal seria bastante improvável, mas já é o suficiente para acender a luz amarela na comunidade das criptos.

O domínio da China nesse setor pode ser explicado principalmente por um fator: energia barata. Como no Proof of Work os computadores tentam resolver um problema matemático na base da tentativa e erro (literalmente tentando adivinhar a resposta), máquinas de alta performance são mantidas operando e consumindo bastante energia elétrica. A energia elétrica barata da China diminui os custos, aumenta lucros e faz da China uma potência nessa área.

A notícia triste é que a energia elétrica não vai ficar mais cara na China do dia para a noite. Mas existe uma notícia boa: a geração mais nova de algoritmos de consenso é bem menos dependente do consumo de energia elétrica. Por exemplo, moedas como Cardano, EOS e até o Ethereum adotam ou pretendem migrar para o Proof of Stake, método que acaba com a mineração do jeito que conhecemos hoje.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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