Várias vezes eu e os outros autores dessas newsletters já falamos sobre algumas propriedades das moedas digitais que tornam essa modalidade de investimento única e diferente de tudo que existe. As moedas digitais não são commodities e não são ações de empresa. Como ativos, talvez tenham mais semelhanças com as moedas nacionais mas ao mesmo tempo não são controladas por nenhum governo.

Moral da história: qualquer análise que tente encaixar as criptomoedas em uma das classes tradicionais de ativos está fadada ao fracasso.

Pois bem, se os modelos econômicos tradicionais não são adequados, a solução é criar um novo ramo de estudos econômicos exclusivo para as moedas. Acontece que esse ramo já existe e é chamado de criptoeconomia. Não se assuste caso não nunca tenha ouvido esse termo anteriormente. Afinal, ele surgiu somente depois da criação do Bitcoin, ou seja, não se passaram nem dez anos!

A principal diferença entre a criptoeconomia e a economia tradicional é que nesse novo ramo, a confiança não é depositada nem em governos nem no mercado. A confiança está em protocolos, explicitados na forma de códigos de programação. Esses códigos buscam através da combinação de conhecimentos sobre criptografia, redes de computadores e Teoria dos Jogos criar e manter um blockchain seguro e de alto valor. Assim, quanto melhor e mais seguro for um protocolo, maior o valor da sua rede.

Dentre todos os assuntos que essa nova ciência aborda, segurança é sem dúvida uma das maiores preocupações. Isto porque ao se modelar uma rede decentralizada e que precisa chegar a um consenso sobre um conjunto de transações, deve-se considerar que dentre os participantes uma certa quantidade será desonesta e terá como objetivo prejudicar a rede. Para impedir que isto ocorra, busca-se através de incentivos ou desincentivos garantir a segurança da rede.

Por exemplo, a grande maioria das moedas digitais utilizam algoritmos baseados no método original do Bitcoin, o proof-of-work. Esse sistema busca fazer com que a quantidade de energia elétrica demandada para alguém mal-intencionado ser bem-sucedido torne economicamente inviável a desonestidade. Ao mesmo tempo, o proof-of-work incentiva a atividade de mineração de novos blocos ao remunerar os participantes HONESTOS que gastam seu poder computacional nessa atividade.

Depois desta breve introdução sobre criptoeconomia, na semana que vem eu vou falar sobre os modelos de segurança considerados mais importantes para garantir a segurança dos recursos aguardados em blockchain. Além disso, pretendo dar mais exemplos de como a criptoeconomia indica alternativas para proteger o nosso dinheiro.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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