Não é preciso ser nenhum expert em tecnologia para saber que em um futuro próximo todas as coisas do mundo real terão sua contrapartida digital. Na verdade não estamos longe disso. Quando você compra um shampoo no supermercado, existe uma representação virtual com dados que vão muito além do preço, chegando em alguns casos até a cadeia de suprimentos. Pessoas também já foram até uma certa extensão virtualizadas, já imaginou tudo o que a Receita Federal sabe sobre você? Não quero aqui nem entrar no mérito sobre o que Facebook e Google sabem…

Mas o que o blockchain e as moedas digitais têm haver com isso?

Até o surgimento do blockchain os registros digitais eram privados, ou seja, cada uma dessas entidades têm o seu banco de dados próprio e faz o que quer com suas informações, até mesmo manipular eleições.

O que o blockchain possibilita e, uma das grandes novidades dessa tecnologia, é a possibilidade de manter todos esses dados em um registro público.

Observe a mudança conceitual que isso é para o gerenciamento de dados. Hoje, é uma vantagem competitiva para governos e empresas ter exclusividade sobre a maior quantidade de informações possível. No blockchain os registros e dados podem ser públicos e pode ser do interesse de todos que as informações ali sejam as mais verdadeiras possíveis.

O exemplo mais comum é a integração completa da cadeia produtiva. O porto de Rotterdam, o maior da Europa, vai testar o blockchain para rastrear cargas. A Everledger quer rastrear toda cadeia produtiva de diamantes e garantir a autenticidade da jóia que você compra. Tem gente por aí querendo inclusive colocar a própria casa no blockchain. Já imaginou a representação de imóveis digitalmente com toda a segurança da criptografia, substituindo os maravilhosos cartórios brasileiros?

Esse processo de representação de ativos no blockchain é chamado de tokenização. Você já me ouviu falando de tokens outras vezes. Esse termo é empregado normalmente no contexto das ICOs, como a representação de uma parte uma empresa. Mas Bitcoin, Ether e XRP também são tokens que representam moedas dentro do blockchain. Sua casa, seu carro e sua bicicleta podem ser tokens também.

Pensando na quantidade gigantesca de dados que vai surgir dessa sociedade tokenizada, fica mais fácil entender a vantagem do blockchain sobre os banco de dados convencionais. Imagine a dificuldade para empresas/governos manter todas essas informação atualizadas nos seus bancos de dados privados. No blockchain, justamente por sua natureza descentralizada e pública, esse é um esforço coletivo.

Já imaginou as implicações para o mundo? Você compraria um token de uma casa na Islândia e teria o direito de desalojar quem estivesse morando lá. Lógico que ainda estamos a anos-luz disso. No entanto, a evolução tecnológica costuma ser muito mais rápida do que esperamos.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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