Essa semana escrevo a segunda parte do texto da newsletter passada, em que pedi para você pensar se o Bitcoin não poderia ser a agulha e não a bolha.

Recapitulando o cenário: Para salvar o mundo em 2008, Bancos centrais das principais economias mundiais imprimiram moeda, a partir do nada, como nunca antes visto na história (foi muita grana). Além disso baixaram os juros a níveis muito camaradas. O pessoal pegou o dinheiro barato e foi as compras nas bolsas de valores. Isso resultou em ações artificialmente valorizadas e empresas com sobra de caixa, numa condição extremamente instável onde o dinheiro não chegou a economia “real” por assim dizer.

Chegou a hora de consertar o problema antes que seja tarde. O mecanismo usado para recolher dinheiro do mercado é o mesmo desde que o mundo é mundo. Governos emitem títulos de dívida e as pessoas/instituições compram esse título com a promessa de resgatá-los com juros atrativos. Até ai nada demais.

O que temos na mesa é um dilema: Se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.

Indo direto ao ponto, para recolher essa grana toda é necessário subir os juros, caso contrário os investidores não investem. Acontece que qualquer juros sobre 20 Trilhões de dólares é muito, mas muito dinheiro e na prática alimentam as dívidas soberanas de modo exponencial.

O que já é, por grandes mentes do pensamento econômico, considerado impagável vai ficar ainda pior.

A solução para uma dívida impagável seria… imprimir mais dinheiro para pagá-la. Na história recente da humanidade já vimos isso e a coisa não terminou muito bem, sendo a crise econômica um dos pilares da ascensão de Adolf Hitler ao poder na Alemanha.

Crise de hiperinflação alemã nos anos 1920

A outra opção é simplesmente “não fazer anda” e deixar os balanços como estão. Acontece que a qualquer tempo, sem sabermos ao certo o que pode disparar o processo, esse dinheiro que hoje está parado nas bolsas e balanços de empresas pode de fato entrar na economia.

A resposta dos sistemas econômicos para uma enxurrada de dinheiro entrando na economia do dia para a noite (como feito de 2008 a 2014) deveria ter sido a Inflação que não veio.

Há quem argumente que há uma crise de hiperinflação represada, há quem argumente que o mundo vive uma recessão deflacionária que foi compensada com a emissão de dinheiro e uma vez superada a inflação vai chegar. O fato é que ninguém sabe direito o que está acontecendo e muito menos o que vai acontecer.

Jim Rickards, um dos profetas do apocalipse financeiro gosta de dizer que estamos a espera de um floco de neve para disparar a avalanche. Lembrando que Rickards é contra o Bitcoin e um dos ferrenhos defensores do ouro, mas ultimamente andou dando o braço a torcer para algumas Criptomoedas.

Voltando ao tema, não pense que estou falando de um cenário de ficção científica. Já vimos isso acontecer na Alemanha em 1923, Na América Latina como um todo na década de 80, aqui no Brasil até 1994 entre muitos outros, até então localizados. O problema é que atualmente estamos flertando com um risco inflacionário em escala global (isso sim nunca aconteceu).

Espero sinceramente que esses cenários não se materializem e que uma terceira via se apresente como solução suave e tranquila para o eminente caos econômico dos próximos anos.

As más notícias não terminam aqui. Não pense que você vai ter tempo para tomar uma atitude caso o gatilho seja disparado. Quem viveu o governo Sarney deve se lembrar das famigeradas maquininhas de remarcar preço trabalhando incessantemente e da escassez de produtos (que hoje vemos na TV quando o assunto é Venezuela).

Voltando ao exemplo alemão, um pão custava cerca de 250 marcos em janeiro de 1923, em dezembro do mesmo ano, o mesmo pão era vendido por 200 BILHÕES de marcos. Sim, a coisa pode ser muito rápida.

Para matar as saudades, Sunab, disque 198

E o que você investidor pode fazer para se proteger?

Seguros, você pode e deve fazer seguros. Pegue parte de seu patrimônio e compre ouro, compre prata, compre propriedades e compre Criptomoedas.

Se o caminho alternativo aparecer e essa crise que descrevo não vier, você não terá perdido grande coisa e muito provavelmente terá até conseguido ganhar um bom dinheiro. Agora, se ela vier, você vai me agradecer por estar protegido.

O Bitcoin é uma Criptomoeda incrível. Ela tem sua emissão controlada por protocolo (não é sensível aos devaneios dos Bancos Centrais) e é sua, ou seja, não é confiscável por bancos e governos (incensurabilidade).

Em um cenário hiperinflacionário, prepare-se para ver que alguns especialistas chamam de “hiperbitcoinização” da economia. Você verá preços de tudo, incluindo as Criptomoedas, subirem em escalas inimagináveis com as pessoas desesperadas para fugir das moedas governamentais para uma moeda soberana por si (coisa que não estava disponível a apenas 10 anos atrás).

O que é chamado de bolha e fraude nos dias de hoje poderá ser o porto seguro da próxima grande crise.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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