Políticos brasileiros inovando na corrupção não é exatamente uma novidade, cuecas com dinheiro estão aí para provar isso. A novidade esse mês foi a utilização de Bitcoin para isso.

Vire e mexe tem algum especialista dizendo que as moedas digitais são usadas para atividades ilícitas. De certa forma isso faz sentido, afinal se alguém quer comprar drogas, dificilmente vai querer usar seu cartão de crédito por este ser facilmente rastreável. No entanto, será que as moedas digitais realmente garantem o mesmo anonimato que o dinheiro vivo? Vamos analisar o Bitcoin como exemplo.

A figura acima, que é quase um extrato de uma transação em Bitcoin, foi obtida do site https://blockexplorer.com/block/000000000000000000280d158055cb0e4962bd51469895b7fa4c429e325fa50c e mostra duas transações de um bloco publicado dia 29 de março.

A primeira transação identificada por d2fec35… é a remuneração para o minerador deste bloco. A segunda transação, 2b0565… é um envio de dinheiro. Nela pode-se ver que dois endereços (1Pg6Ei… e 1GLTp9…) enviaram 0,5056 Bitcoin para o endereço 3P9Qf4…. Se você entrar nesse site e clicar em qualquer um desses três endereços pode ver o histórico de transações de QUALQUER um. Resumindo: no Bitcoin os registros são públicos, todas as transações visíveis e ligadas a um endereço. Contudo, este endereço só pode ser ligado a uma pessoa se a pessoa divulgar os endereços que possui.

Além disso, as exchanges (onde você compra as criptomoedas) normalmente pedem documentos de identificação no ato do cadastro de um novo usuário. Ou seja, ligar uma pessoa a um endereço não está tão distante da realidade. Assim, do ponto de vista de combate à corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação etc, um registro como o do Bitcoin é tudo o que a Receita Federal poderia sonhar caso conseguisse conectar pessoas a endereços.

Existem outras moedas como Monero e Dash que garantem a irrastreabilidade das transações e o anonimato dos endereços. Neste caso, o elo fraco do ponto de vista de anonimidade continua sendo as exchanges. No entanto, o combate à utilização das criptos para fins ilegais ficaria bem mais complicado de fato.

Do jeito como as coisas estão hoje no Brasil, totalmente sem regulação, as moedas digitais são um prato cheio para pessoas mal-intencionadas. Mas isso não precisa ser assim, muito pelo contrário, as Criptomoedas têm potencial para serem mais a prova de ilegalidade do que qualquer outra forma de representar o dinheiro hoje em uso. Só falta vontade.

Obs: Este artigo é uma réplica da Newsletter da HashInvest disponibilizada por e-mail e publicada aqui com alguns dias de defasagem. Quer receber a Newsletter na íntegra? Assine inserindo o seu e-mail abaixo:

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